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Oi! Meu nome é Leonardo Dias. Sou gaúcho de Cachoeira do Sul, sediado em Porto Alegre, mas criado no interior, em Sertão Santana. Foi lá, no sítio dos meus pais, que fui iniciado à arte, através da gaita de meu pai, da flauta de meu irmão, do nativismo gaúcho e do contato com a natureza. Eis minha raiz. 

Comecei a sapatear com 10 anos. Minha primeira mestra foi a Isabel Willadino . Ela me mostrou tudo. Palcos que iam dos bairros periféricos até  grandes festivais, o prazer de viajar de sapato na mochila e, acima de tudo, uma técnica sólida, uma visão de dança como forma de conhecimento, e minha iniciação profissional, suleada por uma ética que também herdei dela. 

Entre inquietudes musicais e improvisacionais, fui me fazendo artista e pesquisador experimental. Como muitos de nós, a estrada e os workshops com mestres do Brasil e de fora foram parte importante de minha formação. Além disso, a música, que nunca andou longe, voltou através da flauta transversal, e a tudo isso somou-se a licenciatura em teatro (UFRGS/2010). Tudo isso foi compondo minha docência e minha visão de Tap. 

Já andei criando com todo tipo de músico e bailarino. Compus trilhas sonoras para teatro e dança, participei da concepção de espetáculos de Tap, e até teatro infantil já fiz! Dentre todas essas vivências, uma que vem sendo duradoura é a parceria com músicos e bailarinos do flamenco e da música latino-americana. Que baita escola de vida e de arte!

Neste meio tempo fiz-me também professor de Artes da rede pública do município de Viamão. Entrei lá em 2012 e de lá pra cá tudo que aprendi com a criançada impactou muito minha vida de sapateador. E o caminho inverso também é real. As vivências da arte sempre beneficiaram meu trabalho de sala de aula. 

Os últimos anos incluíram a direção artística da escola de minha mentora Isabel (o Laboratório da Dança) e a atuação profissional em eventos fora do Rio Grande do Sul (tais como o Festival de Joinville, o Festival Tap in Rio, o Sapateia BH, dentre outros), o que muito me faz feliz, porque me oportuniza levar os sapatos pra viajar e trocar ritmos com meus pares! Além disso, em 2023 passei em 1º lugar na seleção para o Mestrado em Artes Cênicas da UFRGS. Lá busquei aprofundar meu entendimento sobre aquilo que sempre pulsou mais forte em mim: o improvisa, berço de fato do Tap, traço fundamental a reverberar de sua raiz afrodiaspórica.

What's next: aventurar-me na vida de sa-PAI-teador. O que será que me aguarda?

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